Bolsa Família dos norte-americanos: Programa de Assistência Nutricional Suplementar, colocar comida saudável a seu alcance.
Aproveitando que a presidenta foi aos EUA fazer discursos duros contra a espionagem, vamos dar uma espiada na cozinha do Tio Sam. O que ele come quando não tem dinheiro? Há alguns dias, o Tijolaço comentou e reproduziu artigo do Paul Krugman que denuncia a tentativa dos republicanos de fazer cortes no mais antigo e popular programa social do governo norte-americano, o Food Stamps, hoje conhecido simplesmente como Snaps, sigla para Supplemental Nutrition Assistance Program, ou Programa de Assistência Nutricional Suplementar.
A matéria merece alguns complementos estatísticos.
Segundo informações oficiais, o programa atingiu em 2012 um total de 46,60 milhões de norte-americanos e custou US$78,44 bilhões. Em reais, usando o câmbio médio dos últimos dias, em R$2,20, este valor corresponde a R$172 bilhões. O programa paga de US$100,00 a US$600,00 por pessoa (o valor médio é de US$133,41, ou R$293,00). Existe pelo menos desde 1969, sendo que programas similares existem nos EUA desde o fim da 2ª Guerra.
Para efeito de comparação: o Programa Bolsa Família (PBF) beneficiou, no mês de setembro de 2013, 13,8 milhões de famílias, que receberam benefícios com valor médio de R$152,35. O orçamento federal para o programa em 2013 é de R$23,18 bilhões. Ou seja, mesmo com o aumento de 60% dos gastos públicos com o Bolsa Família em 2013, o governo norte-americano gasta com seu principal programa de assistência social um valor sete vezes superior ao Bolsa Família.
Considerando que não apenas a quantidade de pobres no Brasil é bem superior à de pobres nos EUA e que a qualidade de nossa pobreza é bem pior, conclui-se que as críticas que sempre se fizeram ao Bolsa Família eram profundamente desinformadas, pois os críticos ao Bolsa Família, em geral, são pessoas que admiram o modelo norte-americano.
O Snaps tem estado na berlinda da mídia norte-americana por causa da movimentação de alguns republicanos, em especial o deputado republicano pela Flórida Steve Southerland, que vem protagonizando uma espécie de cruzada pela revisão do programa, com vistas a cortar beneficiários. Apesar do apoio entre republicanos e do esforço quase místico de Southerland, a iniciativa não tem tido apoio na sociedade, em virtude da deterioração nas estatísticas sociais dos últimos anos. O número de famílias norte-americanas em situação de “insegurança alimentícia” tem disparado e a recuperação econômica observada nos últimos meses tem ajudado apenas as camadas superiores, não os mais pobres.
Mesmo o Washington Post, jornal conservador, que publicou longa reportagem favorável às ideias Southerland, não demonstra otimismo de ver sua proposta prosperar, por causa da oposição radical que ela encontra entre os Democratas, além do poder de veto do presidente.
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Abaixo, o vídeo do discurso da presidente na ONU. A repercussão foi ótima na imprensa internacional.
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Ainda sobre o discurso de Dilma, Merval Pereira encerra a sua coluna de um modo bizarro:
"Não consta que Ângela Merkel tenha utilizado o episódio [espionagem norte-americana] na campanha em que se reelegeu na Alemanha."
Não consta? Que raio de jornalista é esse que não se preocupa em apurar?
Entretanto, é divertido constatar que, segundo um colunista do New York Times, a fala de Dilma será usada como modelo em Berlim, para pressionar as autoridades alemãs a reagir com mais força à espionagem norte-americana.
"Brazil’s stern rebuke to U.S. spying revelations may increase political pressure in Berlin, Delhi, Mexico City and elsewhere to follow Rousseff’s example and show a stronger reaction to U.S. global intelligence operations — at least in rhetoric."
Tradução:
"O firme repúdio do Brasil às revelações sobre a espionagem dos EUA pode aumentar a pressão política em Berlim, Delhi, México e toda parte, para que sigam o exemplo de Rousseff e mostrem uma reação mais forte às operações globais da inteligência estadunidense – ao menos na retórica."
Ou seja, enquanto os sabujos da imprensa brasileira tentam desqualificar a justa e necessária indignação da presidenta Dilma contra a espionagem, tratando-a de eleitoreira, a imprensa internacional elogia o tom duro usado pela brasileira e diz que o exemplo pode forçar outras autoridades, inclusive na Alemanha, a reagirem com mais vigor à agressão norte-americana.
Vamos ao ponto.
É engraçado, dizem que aqui o Bolsa Família foi criado como forma de comprar votos e as dos EUA foram criadas para matar a fome? O pobre daqui vende sua fome em troca de voto? E o de lá em troca do que? Ainda não vi ninguém do PSDB ou da nossa mísera mídia explicar!!! E olhe que a de lá é antiga!
Repare como aqui no Brasil certos setores são unidos para acabar de uma vez com a pobreza: a direita oposicionista e sua mídia não querem que os pobres se alimentem, tenham empregos e estudem, e que subam na pirâmide social, aí temos a elite médica que não quer dar atendimento aos brasileiros sem médicos e não querem que os médicos estrangeiros o façam. Uns querem deixar os menos favorecidos famintos e doentes e os outros não querem dar atendimento médico. Querem acabar a pobreza eliminando o mal pela raíz: matando!!
Em relação ao discurso da Presidenta Dilma, digo que estes setores e pessoas que estão criticando sua postura não podem ser considerados como cidadãos brasileiros. Tudo que a Dilma faz é o que eles gostariam de fazer mas nunca tiveram coragem, pelo contrário, venderam nosso país, riquezas e a auto estima do povo brasileiro.

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